Os alimentos transgênicos são produzidos a partir de organismos cujo embrião foi modificado em laboratório (engenharia genética) pela inserção de pelo menos um gene de outra espécie. Usa-se essa técnica com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produção e resistir às pragas, visando (claro) o lucro.
Em algumas técnicas de modificação do DNA, são implantados fragmentos de DNA de bactérias, vírus ou fungos, esses fragmentos codificam a produção de herbicidas. Logo, as plantas que receberam esses genes produzem as toxinas contra as pragas da lavoura, não necessitando de certos agrotóxicos.
Alguns alimentos ainda são modificados para que a produção seja
aumentada e sejam de maior tamanho, ou para prolongar o amadurecimento,
resistindo muito mais tempo após a colheita.
Aí você acha que foram feitos vários testes, e todas as pesquisas que apontam possíveis riscos foram levadas em consideração, para que os transgênicos fossem liberados? SÓ QUE NÃO, afinal no que mais eles pensam, se não na conta bancária deles?
Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por
serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o
uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas
daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a
dose de agrotóxicos ano a ano. Não por acaso o Brasil se tornou o maior
consumidor mundial de agrotóxicos em 2008 – depois de cerca de dez anos
de plantio de transgênicos – sendo mais da metade deles destinados à
soja, primeira lavoura transgênica a ser inserida no País.
Não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança dos
transgênicos para a saúde humana e o meio ambiente. Testes de médio e
longo prazo, em cobaias e em seres humanos, não são feitos, e geralmente
são repudiados pelas empresas de transgênicos. Então isso quer dizer, que estamos sendo cobais...ebaaaa!
Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem , com um "T", sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima trangênica. O Greenpeace, em 2005, denunciou as empresas Bunge e Cargill por usar transgênicos sem rotular. O MP investigou, e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito em 2008.
A partir de 2007, parlamentares da bancada ruralista, impulsionados
pela indústria da alimentação e empresas de transgênicos, propuseram
projetos de lei que visam acabar com a rotulagem. Na semana passada a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº
4148/08 do deputado Luis Carlos Heinze do PP que dispensa o símbolo de
transgênico no rótulo dos produtos. Assim você comprará o produto sem
saber o que contem nele.
Hoje quase toda soja e milho produzidos no Brasil, são transgênicos. Portanto, TODOS os alimentos que utilizam esses ingredientes necessariamente contem transgênicos.
São exemplos de alimentos transgênicos:
-toda soja plantada no Brasil;
-quase todo milho;
-óleo de cozinha de canola, milho ou soja (compre de girassol ou coco);
-cereais matinais;
-margarina;
-farinha de milho, fubá, farinha de fubá;
-maltodextrina (pois vem do milho);
-ração de cachorro e gato (é nem seu pet se livra dessa, por isso acho melhor dar comida mesmo);
-leite (se pensarmos que a alimentação do gado é baseada em soja, e isso passa pro leite..)
entre outros...
A referida PL agora vai para o Senado, e vamos rezar para que se posicionem contra, enquanto isso nós podemos fazer a nossa parte assinando o abaixo assinado virtual contra a PL:
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2012N33171
Vou deixar dois vídeos bem legais sobre o tema:
Fontes:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/
http://www.infoescola.com/genetica/alimentos-transgenicos/


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